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Dormir bem na meia idade pode evitar demência na velhice

23 de Abril de 2021

Um estudo realizado na Grã Bretanha acompanhou 7.959 participantes, por 25 anos, com idade entre 50 e 60 anos, foi publicado na revista Nature Communications no último dia 20 e sugere que adultos dessa faixa etária que não dormem o suficiente tem maior probabilidade de desenvolver demência quando forem mais velhas.

É sabido que o sono é benéfico, pois está envolvido no aprendizado e na memória, na eliminação de resíduos do cérebro e na capacidade de nossas células cerebrais se manterem saudáveis. Mas este estudo traz informações sobre a importância de uma boa noite de sono para a manutenção da saúde mental na velhice.

A iniciativa envolveu pesquisadores de instituições como a University College London (UCL), na Inglaterra, e o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) da França.

Os cientistas avaliaram a duração do sono dos participantes em dois períodos diferentes. No primeiro período, de 1985 a 1988, os voluntários tinham idades de 35 a 55 anos. Já no segundo, de 2015 a 2016, eles estavam com 63 a 86 anos de idade. Alguns dos participantes utilizaram instrumentos chamados acelerômetros durante uma semana para terem uma medida mais objetiva da duração do sono.

Ao final do estudo, os cientistas observaram que 521 voluntários apresentaram demência. Comparados com aqueles que dormiam 7 horas por noite durante a meia-idade, os que descansavam menos de seis horas eram mais propensos a desenvolver o quadro na velhice. Já em participantes cujo sono durava oito horas ou mais, os pesquisadores não encontraram nenhuma ligação significativa entre dormir e o declínio cognitivo.

Além disso, os especialistas acreditam que essa associação é independente de fatores como saúde mental, comportamento, status sociodemográfico e saúde cardíaca. 

Contudo, é necessário realizar novos estudos para confirmar se o maior risco de demência é algo diretamente relacionado a noites de sono ruins.

“Embora não possamos confirmar que não dormir o suficiente realmente aumenta o risco de demência, há muitos motivos pelos quais uma boa noite de sono pode ser boa para a saúde do cérebro”, aponta Séverine Sabia, pesquisadora da UCL e autora principal do estudo, em comunicado.

A coautora da pesquisa Archana Singh-Manoux cita que: “É necessário compreender melhor como as características do sono podem moldar nosso risco de demência, pois isso pode ajudar os pesquisadores a desenvolver novas maneiras de reduzir o risco ou retardar sua progressão”.